1.16.2012

Flatliners















Moneyball fez acentuar a impressão tida aquando do visionamento de A Rede Social, de David Fincher, não por coincidência igualmente escrito por Aaron Sorkin. A própria história de Moneyball sugere a seguinte formulação: é como que cinema pré-formatado, à semelhança dos jogos de consola nos quais desempenhamos o papel de manager desportivo, tomamos as opções prévias a cada jogo a que assistimos depois através de um fluxo de informação em tudo oposto à emoção do espectáculo ao vivo. São assim estes dois filmes. Impecavelmente calibrados nos valores de produção. Suficientemente prudentes para que não os descartemos como mero entretenimento, mas semelhantes a um alinhamento de imagens de onde as emoções parecem ter sido filtradas. Cinema para cabeças hologramáticas, onde se fala fala fala, e a informação é processada em linha recta, numa neutralidade que não sofre perturbações de início até final. A mim dá-me sono.

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