7.22.2011

'Girl with a White Dog' (1950-51)




















Lucian Freud (1922-2011) pintava as pessoas – e os animais – provocando a impressão de que as revelava na sua derradeira essência. Uma espécie de verdade universal, onde até o próprio espírito se torna matéria (traço e cor), e onde todos os seres se equivalem em despojamento e vulnerabilidade. A enorme diferença de Freud foi pintar-nos como iguais, finitos e irrelevantes. Como nunca vi um quadro de Freud ao vivo (embora tenha contemplado óptimas reproduções das suas obras), só posso imaginar até que ponto estas sensações sairiam ampliadas no contexto devido. Ou como da pintura se faz ontologia.

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