8.13.2008

Sexo e música



























O livro é pesado (capa dura, quase 500 páginas), mas cá o vou passeando de um lado para o outro. Nestes dias últimos, nada mais temos a declarar. Vou a meio, metade lida nas férias e já muito assunto para sonhar acordado. Por alturas da explosão Roxy Music, Brian Eno confessava em entrevista que os seus principais interesses eram a música e o sexo. Eno era o do visual andrógino, o topo excêntrico, o mais Ziggy Stardust do grupo, as "roxettes" iam por ele. E ele não deixava nenhuma dormir sobre o platonismo do desejo delas. Brian Eno, basicamente, "papava" todas as que lhe surgiam na frente. Relativamente a esta matéria de alcova, o livro é suficientemente discreto. Prefere fixar-se no homem e na música, e se eu fosse hipócrita diria o mesmo. Ao menos esforço-me por fazê-lo. A leitura é tão interessante quanto a matéria sobre a qual se debruça. E vocês sabem o interesse que Brian Eno desperta em mim. Às vezes dou comigo a fantasiar que o entrevistava: Eno, na década de 70, mais concretamente nos anos de Roxy Music e For Your Pleasure, tinha por hábito surgir desnudado para os seus interlocutores. Era criatura lúbrica e sem freio. Que o diga Chrissie Hynde, fase pré-Pretenders,









ele prestes a gravar o seu The Great Pretender (está no álbum Taking Tiger Mountain By Strategy), que foi constantemente assediada desde o momento em que atravessou a porta. A moça escrevia sobre música, na altura. Daí, ou talvez não, que a pergunta que surge quando deliro com a possibilidade de conversar com master Eno, seja a de sempre: Why should one regret not having been sexually intimate with as many women as possible? Uma resposta de master Eno esclareceria muita coisa. Ou talvez não.

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