6.03.2011

Vem aí o Camelo


















Dia 6 de Agosto, finalmente, em Lisboa.

Palco TMN AO VIVO, junto ao rio.

6.01.2011

Medir forças com Deus?





















The Tree of Life, obra de Terrence Malick distinguida faz dias em Cannes com o prémio máximo, enuncia desde logo o seu programa. Dar-nos a conhecer o "caminho da Natureza" e o "caminho da Graça", mostrando o que pode acontecer a quem escolhe o primeiro e a inevitabilidade de se escolher o segundo quando lidamos com a maior dor que a vida pode causar (a perda de um filho). Quando o filme se projecta na origem do mundo e no surgimento das suas espécies pré-históricas, o que está em jogo é o "caminho da Natureza": a lei do mais forte e o instinto de sobrevivência. Quando se projecta no futuro, oferecendo imagens para uma possível eternidade, é o destino final de quem aceita o "caminho da Graça" que se materializa à nossa frente: um cenário idílico de comunhão e harmonia entre todos os tempos e todos os homens.
A razão pela qual penso que The Tree of Life só em parte é conseguido, decorre do que senti como incapacidade para integrar o seu carácter projectivo (para tempos anteriores ou posteriores à existência das suas personagens) na história familiar que ocupa a maior parte do tempo do filme. Quando a forma é leve e Malick apanha a significação de cada instante que marca o afastamento dos rapazes da família O'Brien do seu pai, e a correspondente aproximação à figura beatífica da mãe, The Tree of Life consegue ser um pequeno filme atento e livre e com grande sensibilidade. A câmara de Malick mostra-se tão imprevisível como os movimentos das crianças e dos animais que brincam no seu mundo, que parece mais vasto do que aquele que o olhar alcança. Já quando o gesto é grandioso, quando a voz interior do Homem interpela o silêncio de Deus, e quando Malick representa o ser supremo pelo seu papel transformador na evolução do planeta, observável quer a nível microscópico quer no cosmos incomensurável, o projecto de Malick incorre num misticismo algo ingénuo e oco.
Mesmo reconhecendo a ambição e o desassombro do autor, não há como fugir à questão de que talvez não se possa ser igualmente impressionista em qualquer cenário e em todas as dimensões. Terrence Malick procura um grau semelhante de intimidade com os fenómenos humanos e naturais, como se decorressem ambos de uma lógica transcendente que os determina. Essa intimidade umas vez comove, outras aproxima-se de um virtuosismo vistoso e superficial. Malick não é Deus, mas parece querer medir forças com ele. Usar o cinema para revelar os seus caminhos misteriosos. Que serão todos: os da Graça e os da Natureza.

5.31.2011

Anna de Antuérpia


























Anna Paland fotografada por Ira Chernova. Dedicava-lhe várias canções de Scott Walker e já.

Cosmos




















No princípio era o Caos.

Mr. White


























Quando descobrimos Stanley White que avança por Chinatown adentro enquanto decorre o funeral de um ilustre elemento da tríade local, notamos-lhe o cabelo prematuramente embranquecido e relacionamos o fenómeno com o apelido da personagem. Curioso é perceber que o cabelo de White vai escurecendo à medida que a sua vida se torna mais caótica e a contagem de cadáveres cresce. É como se o polícia interpretado por Mickey Rourke, de fibra muito hawksiana, se sentisse revitalizado perante o tumulto que o cerca. Como se fosse preciso sentir a própria vida ameaçada para experimentar esse rejuvenescimento. Prefiro inclinar-me para esta leitura do que pensar que se tratou de descuido da parte da equipa de maquilhagem e caracterização. Year of the Dragon (1985) é produto de um cinema visceral que teve a sua época. Os meninos como eu queriam ver filmes para gente crescida, ao passo que hoje o cinema comercial parece ter como único propósito a nossa infantilização (ai dos que tiverem cabelos brancos).

Monoteísta


























Lembro que este blogue começou assim.

Amalric rock'n'roll






Esta super malha* dos Sonics vai para algumas pessoas que estimo de longe e que atravessam situações clínicas delicadas. Como não sou médico, receito apenas rock'n'roll.

* Escutada da primeira vez no filme Tournée (2010); parte do CD Here Are The Sonics (1965).

5.30.2011

Sandy Lyle, que extraordinário actor



Sandy Lyle: Reuben, I'm in a situation here. We have to leave now.
Reuben Feffer: No. Can we stay a couple more minutes?
Sandy Lyle: Dude, no. This is serious. I just sharted.
Reuben Feffer: I don't know what that means.
Sandy Lyle: I tried to fart and a little shit came out. I just sharted. Now let's go.
Reuben Feffer: You're the most disgusting person I've ever met in my life.

Along Came Polly (John Hamburg, 2004)

5.28.2011

Líquenes



Anémonas




Brandes costumes


























Nesse filme tristíssimo que é Uma Abelha na Chuva (Fernando Lopes, 1971), bebe-se muito "brande". Bebe-se até que a mulher o esconda ou o homem acabe com ele.

5.27.2011

Died in the wool




















Há um Sylvian acabado de sair, com "releituras" do file sharing que resultou em Manafon. O princípio da partilha de ficheiros sonoros manteve-se, assim como o esqueleto vocal de grande parte dos temas desse disco. Depois juntou-se-lhes um quarteto de cordas dirigido por Dai Fujikura, e grande parte dos nomes ilustres da vanguarda representada pela Samadhisound: Jan Bang, Erik Honoré, John Tilbury, Arve Henriksen, Christian Fennesz, vários outros. Inéditos ou não-inéditos que se apresentam sobejamente transformados. No disco 2 uma instalação sonora de David Sylvian intitulada When We Return You Won’t Recognise Us. Música de lenta degustação que apela a toda a nossa disponibilidade. Apresentação impecável, como sempre. À venda na Flur desde ontem.
(to be continued...)

1970







Demorei 37 anos até descobrir Led Zeppelin e 41 para perceber a grandeza destes gajos.

Sete palmos de hard rock


























Suecos, pois claro.

5.26.2011

Escape from New York


























A banda do superdotado/avantajado (After I did it, I thought, 'Oh my God, what did I do?'. It was more than upsetting that so many guys had it. Girls, OK, but there just seemed to be at least as many guys.) e prematuramente desaparecido Peter Steele.

Make-up ART


















foto - Ira Chernova
caracterização - Daria Holodnyh
modelo - Anna Burdina

Melosintético


























As diferenças de sentido de humor entre esquerda e direita. A objectificação sexual de Robert Redford. Hubbell ébrio e adormecido em cima de Katie. Os dedos compridos de Barbra Streisand. A música de Marvin Hamlisch. A casa frente à praia. O efeito que o tempo produz nos sentimentos. Sydney Pollack. Sydney Pollack.

Hoje nas bancas a preço do china


















O filme que já foi um blogue.

5.25.2011









5.24.2011

...


























© Samadhisound

... the main reason I was hooked by his work was, of course, his voice. The most beautiful voice in the world... (Dai Fujikura)

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